Festival de Parintins mostra resistência pelo 2º ano consecutivo sem público

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Considerada uma das maiores festas regionais do país, o Festival Folclórico de Parintins é realizado a céu aberto e reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A magia dos bumbás, com alegorias e cenários exuberantes começa a ser trabalhada quatro meses antes, quando cerca de 1,5 mil artistas de cada agremiação dão vida ao espetáculo que encanta os visitantes.

De acordo com a Amazonastur em 2019, em sua última edição presencial, o festival reuniu 66 mil turistas e movimentou mais de R$ 50 milhões.

Porém, com a pendemia da covid-19, o turismo foi o setor mais afetado e impactou diretamente na realização do Festival Folclórico de Parintins. Se em 2019, quando a festa contou com o apoio do Governo do Estado e teve um aumento no volume de turistas em 10,53% se comparado ao ano de 2018, em que atraiu cerca de 60 mil.  A não realização do evento, gera um grande impacto na economia de Parintins e do Estado do Amazonas.

O presidente da Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido, Antônio Andrade, contou que os problemas econômicos chegaram perto dos R$ 15 milhões

“Perdemos mais de 100 membros, entre artistas, sócios e brincante. Entre todos os problemas, o maior que tivemos que enfrentar foram os internos, já que o Garantido emprega direta e indiretamente mais de 4 mil pessoas. Muitas famílias ficaram desempregadas e sem renda e até sem esperança, principalmente nesse período do festival”, destacou.

Já Jender Lobato, presidente da Associação Folclórica Boi-Bumbá Caprichoso, destacou que a associação atuou em questões sociais, distribuindo cestas básicas para as famílias do município.

“Como não conseguimos realizar o festival, decidimos atuar em uma área que já atuávamos, mas decidimos intensificar, que foi trabalhar a questão social do Caprichoso. Conseguimos doar mais de 30 milhões de alimentos para o povo que sofre com o desemprego e está sofrendo sem poder trabalhar”, disse.

O município de Parintins tem como principal renda a economia criativa, e desde março do ano passado está praticamente parada, tudo lamentavelmente por causa da pandemia do novo coronavírus.

Para atenuar os impactos causados pela covid-19, desde 2020, o governo do Amazonas, tem apoiado as ações dos bois. Segundo informou o secretário de cultura e economia criativa, Marcos Apolo Muniz, que por determinação do governador Wilson Lima, a Secretaria de Cultura tem desenvolvido ações (apoio às lives, doação de cestas básicas, além de editais que alcançam trabalhadores da cultura de todo o Estado) para que as famílias parintinenses que dependem do Festival não fiquem desassistidas.

Marcos, ainda afirmou que as ações na área cultural complementam outros investimentos do Governo do Amazonas, como o Auxílio Estadual, no valor de R$ 600 em três parcelas; o Auxílio Enchente, de R$ 300; e o crédito emergencial a empreendedores afetados pela pandemia e cheia dos rios.

Ainda de acordo com o titular da secretaria de cultura e economia criativa, Marcos Muniz, a apresentação dos bumbás neste ano, alcançará mais de 700 famílias financeiramente, uma vez que a atividade contempla uma série de trabalhadores da cadeia produtiva da cultura e economia criativa.

“A Secretaria segue em conversa com representantes das manifestações culturais que tiveram as atividades suspensas para ajudá-los em diferentes frentes, dentro das possibilidades e da forma como é permitido no momento de pandemia”, afirmou o secretário.

O governador Wilson Lima (PSC), esteve na cidade e visitou os currais dos bois Caprichoso e Garantido, onde entregou dois mil kits com alimentos aos artistas dos bumbás em situação de vulnerabilidade social e que tiveram suas vidas afetadas pela pandemia.

“Essa é a nossa identidade, o festival emprega muita gente. Tem gente que trabalha o ano todo se preparando para o festival. Quem poderia imaginar, em algum tempo, que a gente teria o Festival de Parintins interrompido? Se tudo der certo e a gente conseguir avançar na vacinação, vamos ter em 2022 o maior festival de todos os tempos”, prometeu governador.

Latinhas temáticas

Com a parceria entre governo do Amazonas e a Coca-Cola Brasil, que tem contribuído com os eventos culturais do Estado, serão lançadas latinhas temáticas do Guaraná Tuchaua Champ que tradicional é verde e branco, reverenciará neste ano o Festival Folclórico de Parintins, abrindo espaço para o vermelho do Garantido e o azul do Caprichoso.

A renda proveniente da venda dessa edição especial será, em parte, doada aos artistas dos bumbás, por meio de cestas básicas que serão repassados para o Instituto Abílio Pontes, que contemplará, mais de 750 famílias em Parintins.

Parintins live 2021

Para não perder a tradição de brincar de boi no último final de semana de junho, pelo segundo ano consecutivo os bois – cumprindo todos os protocolos sanitários -, promoveram no sábado (26) o ‘Parintins Live 2021’, uma apresentação mais intimista, mostrando os principais itens das agremiações e com parte da Batucada (Garantido) e Marujada (Caprichoso).

ais. Toda vez que a gente produz um álbum musical, toda vez que a gente grava, a gente tem ajudado os artistas com isso que conseguem monetizar as toadas e trazer renda para suas casas e famílias”, garantiu.

Festival de 2022

O presidente da Câmara Municipal de Parintins, vereador Mateus Assayag, afirmou ao Direto ao Ponto que, com a vacinação avançando, não tem dúvida que 2022 será um dos maiores festivais que ilha já teve.

“Estão todos ansiosos, tanto os bois, como os parintinenses e turistas, doidos para vir par a festa. E tenho certeza que Parintins vai superar esse tempo difícil e esse impacto financeiro.

O prefeito Bi Garcia destacou a parceira com o Governo do Amazonas, na ação do vacinaço na Ilha. Na ocasião, mais de 5 mil parintinenses de 22 a 29 anos foram imunizados. Além disso, foram feitas doações para a Saúde do município.

Em sua passagem pela Ilha, o governador, obviamente, fez acenos ao eleitorado do município. Inaugurou a ampliação do aeroporto Júlio Belém é anunciou investimentos no setor primário.

 

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